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© 2018 por REBRAGEO. Contato: congeo2018@gmail.com

Trabalhos de campo

1. Política e Espaço Urbano no Rio de Janeiro

 

Número de vagas: 80 pessoas

 

Local: Centro do Rio de Janeiro

 

Ter sido capital da Colônia, do Reino Unido, do Império e da República durante quase dois séculos (1763-1960) marcou o espaço urbano do Rio de Janeiro. Além da presença de espaços políticos de diferentes aspectos, a forma que a cidade adquiriu está profundamente relacionada às transformações nos projetos de Estado e de Nação no país, uma vez que o espaço da capital, mais do que um cenário, participa ativamente dos projetos de poder. O objetivo deste trabalho de campo é o de pôr em realce esta relação entre a evolução do espaço urbano carioca e os projetos de nação e civilização empreendidos pelo Estado, a partir de dois eixos de análise: os espaços políticos que se estabeleceram a partir do exercício da função de capital e os efeitos do vácuo do poder produzido a partir de 1960. O percurso contemplará: 1) Cinelândia e Av. Rio Branco; 2) Esplanada do Castelo; 3) Praça XV; 4) Orla Conde, Praça Mauá e Boulevard Olímpico.

 

Responsáveis: Rafael Winter Ribeiro (UFRJ); Michael Chetry (UFF-Angra) e Ivaldo Lima (UFF-Niterói)

Sem custos, almoço e translado por conta do participante.

 

2. Unidades de conservação, comunidades tradicionais e gestão do território na Baía da Ilha Grande

 

Número de vagas: 20 pessoas

 

Local: Mangaratiba e Angra dos Reis

 

No estado do Rio de Janeiro, a região da Baía da Ilha Grande apresenta uma situação peculiar de coexistência de áreas de preservação natural e permanência de comunidades tradicionais (caiçaras, quilombolas e indígenas), confrontadas por processos relativamente recentes de transformação do espaço com abertura de rodovia (Rio-Santos nos anos 1970), grandes empreendimentos (estaleiro, usina nuclear, terminal petrolífero) e projetos turísticos e imobiliários. Os conflitos territoriais e ambientais e os arranjos político-territoriais resultantes das diferentes formas de mediação se constituem como importantes temas de pesquisa e intervenção prática para o campo da geografia política. O trabalho de campo se inicia com uma visita ao Parque Estadual Cunhambebe (Mangaratiba) e finaliza com uma roda de conversa com a participação de gestores ambientais, lideranças comunitárias e professores sobre experiências de gestão participativa de unidades de conservação na Baía da Ilha Grande, no campus do Retiro (UFF/Angra).

 

Responsáveis: José Renato Sant'anna Porto (UFF-Angra) e Paulo Alcântara (INEA/P. E. Cunhambebe)

Convidados: Vágner do Nascimento (Fórum de Comunidades Tradicionais/OTSS), Sylvia Chada (ICMBio/ESEC Tamoios) e Bruno Gueiros (ICMBio/APA Cairuçu)

Custo: R$ 50 (inclui translado de ida e volta e almoço)

3. O acesso à praia em Angra dos Reis: o direito à cidade vs. privatização dos espaços públicos

 

Número de vagas: 20 pessoas

 

Local: Angra dos Reis

 

O Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (Lei 7.661/88) institui que “as praias são bens públicos de uso comum do povo” e o livre acesso só pode ser restrito em “trechos considerados de interesse de segurança nacional ou incluídos em áreas protegidas por legislação específica”. Angra dos Reis, no entanto, é um destaque negativo por conta da proibição ou dificuldade de acesso na maioria de suas praias. O município mantém aproximadamente 70% de praias com acesso privatizado, segundo levantamento de Irene Ribeiro (2017). A privatização das praias remonta ao processo mais amplo de expropriação territorial iniciada com a construção da rodovia Rio-Santos, nos anos 1970, que expulsou moradores e posseiros para dar lugar a grandes empreendimentos. Desde os anos 1980, ocorrem mobilizações pelo direito à praia, organizadas por movimentos sociais e associações de moradores. Em 2016, a Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (SAPÊ) e outros segmentos da sociedade local iniciaram à campanha “Praias Livres, Mentes Abertas”, buscando formas de ampliar o debate sobre o direito à praia, através de caminhadas, "farofadas", barqueatas, debates e seminários sobre o tema, além de denúncias ao Ministério Público. O objetivo do trabalho de campo é vivenciar in loco as situações de restrição e as estratégias de acesso ao direito à praia, percorrendo diferentes pontos do litoral angrense.

Responsáveis: Irene Ribeiro (SAPÊ/Angra), Nathália Lacerda de Carvalho (SME/Angra e SAPÊ/Angra), Licio Caetano do Rego Monteiro (UFF-Angra)

Custo: R$ 50 (inclui translado de ida e volta e almoço)